Nos dias 6 e 7 de Maio, realizou-se a 25.ª edição do Parlamento dos Jovens do Ensino Básico, na Assembleia da República.

Tendo como objectivo sensibilizar os caminhos para uma escola plural e participativa, este Parlamento dos Jovens contou com a presença de 132 deputados, eleitos pelos seus círculos regionais.

Lamentavelmente, para além da minha equipa da Rádio Miúdos, nenhum órgão de comunicação social marcou presença. Nenhum jornal, canal de televisão ou rádio se interessou por quem debate o futuro do nosso país. Apenas a Rádio Miúdos e naturalmente o Canal Parlamento que transmitiu, tal como a Rádio Miúdos, o evento em directo.

No ano em que se celebram 50 anos do 25 de Abril, este é um evento feliz para o futuro da nossa democracia, onde estudantes até aos 15 anos debatem e propõem ideias para melhorar a escola e o ensino. De carácter importantíssimo para os jovens deste país, porque somos nós que iremos representar a vida política no futuro, lamento que a comunicação social tenha ignorado este evento.

O Parlamento dos Jovens é uma iniciativa da Assembleia da República, dirigida aos jovens dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário. No hemiciclo da Assembleia da República, os jovens deputados tomam o lugar dos grandes e discutem as melhores ideias.

No primeiro dia, as Comissões Parlamentares discutem e aprovam temas propostos nos encontros regionais. Os projectos de recomendação deste ano tinham como objectivo principal melhorar as escolas do nosso país, a nível estrutural, educacional e a nível da participação cívica e activa de todos os intervenientes da escola.

No segundo dia, algumas dessas recomendações foram aprovadas em votação na Assembleia da República. A recomendação final será depois entregue ao Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que esteve presente na abertura solene do plenário. Esteve também presente a deputada Manuela Tender, Presidente da Comissão de Educação e Ciência e todos os porta-vozes dos partidos políticos, com excepção do Bloco de Esquerda.

Para além disso, estiveram também presentes 61 repórteres jovens, vindos de todo o país, que irão realizar reportagens sobre o evento. Mas lamentamos esta ausência da comunicação social, numa altura em que é cada vez mais urgente garantir o futuro da nossa democracia. Mostrámos em dois dias que praticamos a democracia. Queremos garanti-la para o futuro.

Queremos ter voz e é imperioso que a comunicação social esteja mais atenta e dê voz aos miúdos que mostram interesse em querer estar na política. Estamos a aprender o que é a democracia e a comunicação social tem um papel importante. Assim gostava de sensibilizar a comunicação social para que em próximos eventos não ignorem o futuro da democracia, que somos nós.

Nos dias 27 e 28 realiza-se o evento análogo para os alunos do secundário e não queremos estar sozinhos.